08 julho 2007

Esclerose Múltipla: da negação à aceitação

Oi pessoal,

Quando vocês começarem a ler esse artigo provavelmente vão pensar: 'A Cristhiane se enganou, esse testo fala sobre diabetes'. Eu não me enganei, acho que 'diabetes' pode tranquilamente ser substituído por 'esclerose múltipla' nesse texto. Em um dos nosso encontros falamos sobre esse tema, e como acho muito importante quis colocar algo sobre isso no blog. Esse texto foi retirado do site http://www.redepsi.com.br/ .

Beijos a todos.

Diabetes: da negação à aceitação
Lara Ferreira Guerra [LaraFerreiraGuerra]
19/9/06

Ao receber o diagnóstico de uma doença crônica, ou seja, uma doença que irá ter longa duração e que, em alguns casos, ainda não há perspectiva de cura, o indivíduo passa por um turbilhão de emoções que necessitam serem entendidas e trabalhadas; assim acontece com a maioria das pessoas portadoras de diabetes depois da notícia da instalação da doença.
É importante apontar as emoções que surgem com mais freqüência, para uma maior identificação e superação das dificuldades que possam surgir.
A maioria das pessoas portadoras de diabetes inicialmente passam por uma fase em que o comportamento mais freqüente é o de negar a doença. É nessa fase que se ouve das mesmas expressões, como: “isto não pode estar acontecendo comigo!”, “não tenho diabetes, só estou com a taxa (glicose) alterada!”, ou ainda, “esses médicos pensam que sabem tudo, como posso ter diabetes se me sinto bem?”. No início, a negação é até necessária para que a pessoa possa dar um “tempo” a sua mente, para começar a mobilizar estratégias e enfrentar a nova realidade que se inicia.
Depois de um certo momento, não é possível continuar negando a doença, então surge o sentimento de raiva e revolta, quando o indivíduo começa a se perguntar por que isso está acontecendo com ele. Essa fase é bastante difícil para a família, pois a pessoa portadora de diabetes sente como se o mundo não tivesse sido justo com ela e costuma extravasar seu sentimento de raiva em seus familiares mais próximos ou na equipe de saúde. Nesse momento, às vezes, fica difícil para os familiares entenderem que essa explosão não tem motivos pessoais, mas é conseqüência de saber que é portador de diabetes.
Quando a negação e a raiva já foram superadas, aparece a “barganha”, ou seja, o paciente utiliza de estratégias para procurar amenizar as exigências do tratamento. É nessa fase que aparecem os chás milagrosos, as receitas mágicas, na tentativa de obter uma convivência mais tranqüila com a doença. Porém, ao perceber que não terá benefícios com tal “barganha”, a pessoa poderá desenvolver um estado de depressão. Surgem então medos da doença e de suas complicações físicas, inseguranças em relação ao futuro, além da falsa crença que não terá mais qualidade de vida pelas “restrições” do tratamento.
Essas emoções aparecem, geralmente, na maioria das pessoas portadoras de diabetes, porém, freqüentemente, desaparecem com o tempo. Em algumas dessas pessoas, no entanto, podem persistir durante meses e até anos, o que talvez comprometa o sucesso do tratamento e ocasione complicações, às vezes irreversíveis.Vale salientar que, a seqüência do surgimento desses sentimentos nem sempre é da maneira anteriormente descrita, geralmente, a negação vem junto com a raiva, ou a barganha pode anteceder a negação, etc. Na realidade, essas emoções são etapas que precisam ser superadas para que a pessoa consiga alcançar a fase de aceitação da doença. O alcance e manutenção da aceitação de ter diabetes levarão a uma diminuição dos sentimentos de ansiedade e insegurança, o aumento do amor próprio e da confiança em si mesmo, uma melhor adesão ao tratamento, um melhor controle da glicose no sangue e, por conseqüência, uma melhor qualidade de vida.
Algumas atitudes podem ser tomadas para amenizar a negação, a raiva, a barganha e a depressão, como:
• Informar-se sobre o diabetes e conversar com a equipe interdisciplinar para esclarecer dúvidas sobre a doença;
• Procurar identificar as situações que as desencadeiam;
• Conversar com alguém quando algo o incomodar e com outros diabéticos para trocar experiências;
• Iniciar uma atividade de lazer e praticar um esporte prazeroso;
• Não tentar mudar tudo de uma só vez, obedecer o seu ritmo sem esquecer da saúde;
• Sair para passear com as pessoas que gosta;• Participar de Associação de Diabéticos;
• Cultivar a espiritualidade e se tornar um defensor de sua saúde.

Lara Ferreira Guerra Psicóloga – CRP 13/3028

06 julho 2007

A Tapeçaria como Terapia Educativa e Ocupacional

A tapeçaria tem sido usada como terapia tanto ocupacional como educacional com bastante sucesso no cumprimento de seus objetivos.
Como técnica terapêutica ocupacional tem como objetivo principal controlar o sistema nervoso, evitar o stress e aumentar a concentração , a disciplina, a determinação.
A vida cotidiana, estressante principalmente nas grandes cidades, é uma fonte natural de problemas, insegurança, ansiedade e angústia. o corre-corre em nada ajuda no equilíbrio necessário para enfrentar os tempos modernos.
Tanto a tapeçaria feita através do tear como através de agulha, possibilitam alcançar os objetivos da terapia ocupacional.
Um tempo reservado para você, no qual você elabora um trabalho, exercitando sua criatividade, trabalhando com suas mãos, relaxa , retira as tensões de seu corpo e sua mente. Enquanto trabalha, as ideias se ordenam, ajudando a programar melhor o seu tempo.
Pessoas com dificuldade de concentração, dificuldade em trabalhar com as mãos, encontram na tapeçaria um meio eficaz e compensador de se disciplinar, de se concentrar.
Mas a tapeçaria vai bem além da terapia ocupacional, sendo perfeita na formação de novos valores que permitem melhor adaptação à vida cotidiana, melhorando a qualidade do dia a dia, tornando-se terapia educacional.

A Tapeçaria de agulha e sua aplicação terapêutica educacional:
A aplicação terapêutica da tapeçaria envolve técnicas que proporcionam além de bem estar, análises de comportamento que levam ao auto-conhecimento.
Existem analogias muito interessantes entre a tapeçaria e a vida.
Decisões a serem tomadas refletem tanto numa como noutra.
A escolha do tecido base da tapeçaria de agulha (talagarça, juta)conforme sua preferência de manuseio é, analogamente, a escolha de seu campo de vida (lugar onde mora, bairro, cidade). Para fazer um trabalho satisfatório você tem que aceitar e sentir-se bem no seu meio ambiente. Se você não aceita o seu campo de atuação, o resultado de seu trabalho não será gratificante.
Elimine a incoerência em suas escolhas. Ela só gera fracassos.
A partir da base do seu trabalho escolha agora a técnica que quer aplicar dentre as técnicas adequadas.
É necessário congruência e adequação das técnicas existentes, com a base de tecido e suas aptidões e gosto.
Como na vida, a congruência é o ponto de partida para todos os passos.
Avalie as técnicas existentes e avalie-se. Respeite-se .
De nada adianta escolher um ponto mínimo como o gobelin, se você não tem muita habilidade com movimentos finos. Como na vida, de nada adianta você escolher ser médica se detesta sangue e doenças, ou ser matemática se detesta números.
Escolha também a ferramenta adequada para a técnica. Nada de escolher técnicas que exigem agulhas especiais se você não tem possibilidade de adquiri-las. Seria como trabalhar numa multinacional sem saber falar outro idioma.
Enfim, escolha um trabalho com a base, a técnica e a ferramenta que se adapte a você, em condições reais, com o qual você se realiza e se aperfeiçoa, respeitando seus limites.
Escolha agora o objetivo desse trabalho: Fazer um tapete para sua sala, seu quarto, presentear um parente, decorar a cozinha, bordar para vender... Cada objetivo reflete um motivo seja de realização pessoal (ex. decorar o quarto) ou prosperidade no trabalho (fazer para vender).
Faça uma lista de objetivos de vida em ordem de importância e defina o motivo de seu trabalho de acordo com seu objetivo de vida mais importante no momento.
Faça suas opções de acordo com o possível, do realizável, pois nada melhor para gerar frustração e fracassos do que um trabalho inacabado.
Evite sempre esse comportamento frente à sua criação e à sua vida.
Aceite desafios, aprenda a usar a sua criatividade. Peça conselhos quando necessário e aprenda sempre mais. Numa dificuldade, peça ajuda a quem já realizou esse tipo de trabalho, mas deixe para você todas as decisões e responsabilidades.
A vida como a tapeçaria são responsabilidade exclusivamente suas.
Agora, os pontos de tapeçaria:
Os pontos empregados em tapeçaria de agulha são inúmeros, e de diversos graus de dificuldade e empregos diferentes. A sua escolha deve levar em conta sua habilidade e o objetivo do trabalho.
Arraiolo, gobelin, meio ponto, esmirna, rosinha, cruz dupla etc.. etc podem ser específicos para o objetivo do trabalho e devem ser feitos em bases próprias para cada ponto.
A escolha dos fios a serem tecidos ,sejam linhas , lãs ou barbantes e ainda das cores a serem utilizadas no trabalho, expressará sua personalidade, seu temperamento e suas emoções.
Por exemplo: lãs mais felpudas são usadas por introvertidos e barbantes por mais práticos . Cores como o vermelho demonstram paixão, inquietação enquanto o azul, revela espiritualidade, calma.
Voltaremos depois aos pontos, fios e cores.
Avalie agora todos os seus passos. É possível que você perceba que o motivo do trabalho não é prioritário, ou a talagarça escolhida não é adequada ao objetivo do trabalho ou você o ponto a ser usado foi escolhido por terceiros.
Veja o que VOCÊ decidiu até agora e seja flexível se necessário.
Mude o que não estiver de acordo com você. Analogamente à adequação do trabalho de tapeçaria está a adequação dos objetivos em sua vida. Se você conseguir saber exatamente o que deseja, quais as suas prioridades, pode adequar seus passos, seus recursos e todos os detalhes necessários para alcançar seus objetivos.
Faça mudanças se for preciso.
Reestruture seu trabalho. Reestruture sua vida.
Faça todo o necessário para tornar seu trabalho e sua vida possíveis e satisfatórios de realizar e de ser bem vivida.

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Artmaya Atelier
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Reunião do dia 06 de julho

No encontro dessa sexta fizemos trabalho de tapeçaria, parabéns a todos que começaram a aprender essa nova técnica. Hoje voltou a participar do grupo o Eliseu, esperamos que ele venha sempre compartilhar desse momento conosco.
Também hoje conversamos sobre nossa dinâmica de grupo que vai ter algumas alterações após a saída da Márcia. a partir de agora vamos ter "discussões" mais dinâmicas e as nossas voluntárias psicólogas irão se revezar à frente dessas dinâmicas.
Como sempre fizemos o nosso tradicional lanche que a partir dessa sexta-feira começa às 16:30h para que todos os integrantes do grupo possam participar.
Por hoje acho que é isso.
Beijos a todos.

02 julho 2007

Primeiro transplante com células-tronco em sistema nervoso é feito em Cuba

Havana, 30 jun (EFE).- O primeiro transplante com células-tronco no sistema nervoso central foi realizado em Cuba em um homem de 32 anos, em estado paraplégico, informou hoje a imprensa local.O paciente, não identificado, evolui satisfatoriamente três meses após ter sido submetido à inovadora técnica, afirmou o neurocirurgião Amado Delgado Gómez à "Agência de Informação Nacional" ("AIN").
O médico explicou que o paciente recupera a função motora nos membros inferiores e anda com o auxílio de órtese - dispositivo mecânico que exerce forças sobre uma parte do corpo.A técnica aplicada estimula a regeneração do tecido danificado e recupera em grande parte a função motora, depois de vários meses de reabilitação, afirmou o especialista cubano.Delgado afirmou que se recomenda este tipo de intervenção no tratamento do mal de Parkinson, dos tumores cerebrais, do mal de Alzheimer, da esclerose múltipla, dos transtornos cerebrais, das más-formações congênitas, enquanto estão em estudo em laboratório outras doenças.
Esta primeira intervenção, realizada por uma equipe integrada por neurocirurgiãos, anestesistas, hematologistas, instrumentistas e enfermeiros, se estenderá a outras instituições hospitalares do país, de acordo com a fonte.Os transplantes de células-tronco são usados também no infarto do miocárdio, em tumores embrionários, no câncer de mama, na clonagem de órgãos e em cirurgias ortopédicas, entre outros.As pesquisas sobre as potencialidades das células-tronco em Cuba começaram em 2003.No caso do tratamento celular para regeneração de outros tecidos, sua aplicação começou em 2004, primeiro na angiologia, e mais tarde em cardiopatias, segundo o presidente da Comissão Nacional de Tratamento Regenerativo do Ministério da Saúde Pública, Porfirio Hernández.Instituições científicas e assistenciais cubanas iniciaram cerca de 40 pesquisas das quais participam ao redor de 140 especialistas.